Cuidado Pós-Operatório

Após a realização de uma cirurgia de coluna, o paciente receberá alta hospitalar de acordo com sua evolução no período pós-operatório. Contudo, é de extrema importância salientar que o procedimento cirúrgico é responsável por garantir o “meio” do tratamento, mas não o fim, pois o tratamento das doenças que atingem a coluna vertebral, na grande maioria das vezes, engloba o trabalho de uma equipe multiprofissional, com médicos, enfermeiros e fisioterapeutas atuando juntos sempre buscando o principal objetivo que é conferir ao paciente uma qualidade de vida melhor.

Dessa forma, há alguns cuidados a serem abordados e seguidos pelo paciente na etapa que sucede a cirurgia, independente da região da coluna vertebral em que ela foi realizada:

 

SENTADO –

  • O paciente deverá usar um coxim ou um travesseiro para o apoio da coluna lombar, especialmente naqueles casos em que a abordagem foi nessa região (coluna lombar e lombo-sacra);
  • Perídos prolongados nessa posição deverão ser evitados.

 

EM PÉ –

  • Evitar permanecer por longos períodos nessa posição, cuidando para não sobrecarregar somente uma das pernas, especialmente para os pacientes que sofreram cirurgia na região lombar e lombo-sacra.

 

AO CALÇAR SAPATOS E REALIZAR HIGIENE –

  • Procurar sempre por um banco firme para realizar a higiene durante o banho e para calçar os sapatos. Cruzar uma perna sobre a outra para conseguir executar essa atividade;
  • Evitar agachamentos;
  • Sempre que essas tarefas forem muito difíceis de serem realizadas por encurtamentos musculares ou mesmo por trazerem qualquer tipo de desconforto, o paciente deverá contar com o auxílio de uma segunda pessoa.

 

DEAMBULAÇÃO –

  • Toda vez que o paciente for caminhar, evitar pisos irregulares e rampas íngremes nos primeiros dias após a cirurgia, evitando situações de instabilidade e desequilíbrio.

 

SUBIR E DESCER ESCADAS –

  • Procurar sempre o apoio do corrimão; 
  • Subir os degraus lentamente; 
  • Olhar o mínimo possível na direção dos pés para não forçar a coluna cervical e também para minimizar as chances de desequilíbrio.

 

AO ENTRAR E SAIR DO CARRO –

  • Tirar uma perna após a outra. Usar as mãos e os braços para apoio e manter abdome contraído. Fazer força para a impulsão com as pernas para não forçar a coluna lombar e nem a cervical (região do pescoço).

 

DE DEITADO PARA SENTADO –

  • Ao partir da posição de deitado para sentado, o paciente deverá deitar-se de lado, colocar as pernas para fora da cama e então erguer o tronco com o apoio dos antebraços e cotovelos.

 

USO DO GELO –

  • O gelo é considerado um anti-inflamatório bastante eficaz e que não traz qualquer ônus ao paciente;
  • A bolsa de gelo, ou saco plástico com cubos de gelo, deverá estar envolta(o) em um tecido fino (fralda ou pano-de-prato). Colocar sempre sobre o ponto doloroso. A bolsa pode ser colocada sobre a ferida operatória. Fazer a compressa por cerca de 20 a 30 minutos, 3 vezes ao dia.

 

HIGIENE DA CICATRIZ CIRÚRGICA –

  • Lavar a ferida operatória durante o banho com água e sabão neutro;
  • Ocluir somente sob orientação médica.

 

RELAÇÕES SEXUAIS –

  • A atividade sexual pode ser retomada assim que as dores sejam menos intensas para que a relação sexual seja prazerosa;
  • Evitar posturas que tragam qualquer sinal de desconforto.

 

BANHOS DE CONTRASTE –

  • Os banhos de contraste devem ser iniciados com o uso de uma bolsa de água quente sobre o local doloroso. Esta bolsa deverá ser envolta em uma toalha de rosto úmida em água morna, para exercer um calor local úmido, que é mais agradável para o paciente. Aplicar por 20 minutos. Após, fazer a aplicação do gelo por 20 minutos também (seguindo as orientações anteriores sobre a aplicação do gelo). Pode-se iniciar o processo lembrando sempre que se deve começar com o calor e finalizar com o frio.

 

DIRIGIR –

  • O paciente está autorizado a dirigir cerca de 30 dias após a cirurgia;
  • Ao realizar tal atividade, o paciente que fez a cirurgia na região cervical, deverá utilizar o colar cervical para maior proteção;
  • Se o paciente foi submetido à cirurgia na região lombar, o mesmo deverá utilizar-se de um coxim ou travesseiro para apoio da região lombar;
  • Evitar longos percursos.

 

COLAR CERVICAL –

  • Os pacientes que sofreram uma intervenção cirúrgica na região cervical da coluna vertebral deverão fazer uso do colar cervical sob orientação médica.
  • Usar o colar cervical por cerca de 30 dias, de acordo com a orientação do médico e do fisioterapeuta;
  • Ele poderá ser retirado para o banho e para colocar as roupas. Após, recolocar o colar de forma que o mesmo fique ajustado, porém confortável;
  • Para dormir, o paciente deverá permanecer com o colar cervical;
  • Sempre que for usar o carro, mesmo como passageiro, usar o colar cervical para proteger o local.

 

INTRODUÇÃO À ATIVIDADE FÍSICA –

  • O fisioterapeuta irá orientar em relação ao início das caminhadas, que poderão ser sempre progressivas conforme o paciente for evoluindo com o tratamento. Inicia-se com cerca de 5 minutos por dia.

 

RETORNO À ATIVIDADE FÍSICA –

  • Após 90 dias de pós-operatório, o paciente já poderá voltar, lentamente, para as suas atividades físicas, seguindo sempre as orientações do médico e do fisioterapeuta.

 

TEMPO DE PERMANÊNCIA EM CADA POSTURA –

  • Evitar permanecer por mais de uma hora na mesma postura, seja de pé, sentado ou deitado na mesma posição.

 

AO DORMIR –

  • Usar travesseiros que mantenham a coluna alinhada desde o pescoço até a região do sacro, independente se irá dormir de lado ou não;
  • Ao deitar-se de lado, usar um travesseiro (coxim) entre os joelhos, fazendo com que o joelho superior esteja na mesma altura do quadril;
  • Ao deitar-se de barriga para cima, usar um travesseiro sob as pernas, elevando-as para que a coluna lombar esteja bem apoiada no colchão;
  • Evitar deitar-se de barriga para baixo;
  • Usar um colchão com densidade adequada ao seu peso corporal.

 

CARREGAR PESO –

  • Está contra-indicado pegar peso, especialmente nos primeiros 60 a 90 dias de pós-operatório.

Todos esses cuidados são bastante simples, mas que podem auxiliar enormemente na boa evolução do paciente operado e permitir que o mesmo consiga retomar os pequenos prazeres da vida!

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